Jacques Lacan em três encontros

Para colocar em movimento a leitura do texto lacaniano, propomos uma discussão a partir da trajetória da formação dos conceitos lacanianos centrais, uma espécie de cartografia conceitual.
Lisiane Fachinetto

Lisiane Fachinetto

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Objetivo

Propomos uma discussão a partir da trajetória da formação dos conceitos lacanianos centrais, considerado uma espécie de cartografia conceitual e alicerce de conhecimento para a relação “teoria-prática” de todo psicanalista.

Proposta

Lacan é difícil. Essa frase é repetida por muitos que buscam a psicanálise. A leitura da obra de Jacques Lacan coloca em jogo um saber fora dos caminhos conhecidos para a compreensão de uma teoria. Lacan foi um crítico da psicanálise de sua época, para muitos ele reinventou a psicanálise, atualizou a prática clínica, renovou o aspecto teórico-conceitual, como também considerou a formação do analista como um problema crucial para a psicanálise. 

Para colocar em movimento a leitura do texto lacaniano, propomos uma discussão a partir da trajetória da formação dos conceitos lacanianos centrais, uma espécie de cartografia conceitual. Nosso ponto de partida é sua tese de doutorado: Da psicose paranóica em suas relações com a personalidade (1932), a qual é marcada pela articulação entre psiquiatria e psicanálise. A seguir, retomamos o esquema do estádio do espelho, o qual Lacan apresentou pela primeira vez no congresso psicanalítico de Marienbad, 1936, o texto “Estádio do espelho como formador do eu” (1949), versão publicada nos Escritos, no qual o autor coloca a problemática do eu na teoria freudiana. 

No congresso de Roma (1953), Lacan apresenta um texto fundamental, considerado como um ponto de inflexão da psicanálise, “Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise”. Nesse momento temos a primazia do simbólico, Lacan influenciado pela Linguística estruturalista, desenvolveu o postulado de que “o inconsciente é estruturado como uma linguagem”

E, por fim, abordaremos a formulação elaborada a partir do seminário XX Mais Ainda, no qual, Lacan faz uma torção fundamental na noção de inconsciente. O autor não mais toma o “inconsciente estruturado como uma linguagem”, mas o entende estruturado por uma linguagem, momento das pesquisas de Lacan marcado pela influência da lógica.

Bibliografia

LACAN, J. (1932) Da psicose paranóica em suas relações com a personalidade, Rio de Janeiro, Forense-Universitária, 1987.

LACAN, J. (1949) O estádio do espelho como formador da função do Eu. In Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,1998.

LACAN, J. (1953) Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise. In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998.

LACAN, J. (1972-1973) O Seminário. Livro 20. Mais, ainda. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2008.

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