Concepções psicanalíticas nas instituições de saúde: O trabalho do psicanalista

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Descrição

Presente nas instituições de saúde, a Psicanálise concebida por Sigmund Freud sofreu diversas alterações. Seja na teoria ou na prática, é preciso resgatar as concepções que instituíram a clínica psicanalítica e poder articulá-la como uma ferramenta que ultrapassa o setting clássico.

A função do psicanalista dentro de um serviço de saúde suscita debates dos mais variados, tendo em vista sua integração nas equipes multidisciplinares, é inerente da prática contemporânea o diálogo com outras especialidades.

Neste mesmo viés, uma pergunta importante surge à baila: Como dialogar com outras especialidades se a Psicanálise foi fundada justamente na contramão do saber psiquiátrico?

Para que tal discussão tenha efeito, o psicanalista deve primeiro saber qual é a sua função dentro da instituição e qual objetivo tem em sua mira. Afinal, o que é exercer a Psicanálise em uma instituição de saúde?

Norteando essas indagações, é imprescindível que tenhamos em nosso escopo o que entende-se enquanto “saúde”. Além da implementação da práxis no cotidiano, a Psicanálise nos serve como uma abordagem perante o sofrimento do outro que pede por um tratamento.

A Psicanálise foi alvo de críticas durante e depois de sua instauração no cenário científico e ainda hoje é apontada como uma prática ultrapassada. Para articular tais questões, a palestra percorrerá obras de Freud fazendo um paralelo com a clínica contemporânea, além de utilizar novas bibliografias que baseiam a atuação do psicanalista na equipe.

A elaboração freudiana é indispensável para fundamentarmos as técnicas e manejos num tratamento. Longe de estabelecer regras para a clínica, o intuito do pai da Psicanálise foi fazer com que os conteúdos inconscientes emergissem e fossem passíveis de análise. Para que isso ocorra, é necessário apenas uma regra fundamental, a associação livre. Junto às recomendações, a experiência freudiana alerta também sobre as adversidades que o psicanalista se deparará nos atendimentos de seus pacientes, e o trabalho extra que é necessário dispor para exercer tal ofício.

Diferenciando-se de um manual/guia prático para o exercício da clínica, Freud tece recomendações que dizem respeito sobretudo à sua própria experiência e singularidade enquanto analista, fazendo uma ruptura importante na padronização médica.

Conceber a abordagem psicanalítica como ferramenta na escuta do sofrimento é ir além de mudar o cenário dos atendimentos. Para que algo ocorra no tratamento, o psicanalista deve estar disposto a implementar a Psicanálise extramuros se quiser atingir o discurso que permeia o sujeito que sofre.