Da primeira para a segunda tópica freudiana: desdobramentos clínicos

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Os fundamentos da clínica psicanalítica estão para além dos aspectos teóricos. A práxis analítica requer um método, uma técnica e uma ética. Freud não estabeleceu protocolos, nem procedimentos técnicos para o tratamento psicanalítico. A psicanálise considera que o sujeito é singular, único, o que implica numa escuta também singular. Que ferramentas o psicanalista dispõe para dirigir um tratamento? Ele dispõe de operadores clínicos, os chamados “bisturis”, além do analista, o primeiro bisturi, contamos com os conceitos.

O campo conceitual psicanalítico é um conhecimento construído e reconstruído a partir da noção de um saber incompleto. No texto “Caminhos da terapia psicanalítica”, Freud (1919[1918]), alerta “ Os senhores sabem que nunca nos orgulhamos da completude e do fechamento do nosso saber e de nossas habilidades; estamos sempre dispostos, tanto antes quanto agora, a admitir a incompletude do nosso conhecimento, a aprender coisas novas e mudar em nosso procedimento aquilo que pode ser substituído por algo melhor ” (p. 201).

Podemos considerar um exemplo de mudança, uma torção da teoria freudiana, a passagem da primeira para a segunda tópica. Além de apresentar uma nova concepção de aparelho psíquico, Freud reelabora a noção de pulsão, ao invés de pulsões do Eu versus pulsões sexuais, propõe pulsões de vida versus pulsões de morte. Essas reelaborações tem implicações na direção de tratamento. Assim, propomos um espaço de discussão a respeito dessa torção em específico e seus desdobramentos clínicos.