Formação do analista: desafios e impasses

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A discussão a respeito da formação do analista já está presente desde que Freud institui a primeira associação de psicanalistas. Depois de mais de cem anos do nascimento da psicanálise, a formação ainda é um desafio para as instituições psicanalíticas. O que está em jogo quando falamos em “formação”?

Especificações

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Descrição

A discussão a respeito da formação do analista já está presente desde que Freud institui a primeira associação de psicanalistas. Depois de mais de cem anos do nascimento da psicanálise, a formação ainda é um desafio para as instituições psicanalíticas. O que está em jogo quando falamos em “formação”? No texto “Recomendações ao médico para o tratamento psicanalítico” (1912), Freud faz referência a como nos transformamos em analistas: “através da análise dos próprios sonhos. […] todo aquele que quiser executar uma análise dos outros deverá primeiro submeter-se a uma análise junto a um especialista”.

A formação do analista se dá na análise pessoal, não se trata de uma formação acadêmica. A transmissão da psicanálise não segue os moldes do ensino na universidade, a psicanálise não é uma disciplina composta por procedimentos que precisam ser aplicados na prática clínica. Ao contrário, o que está em jogo é o inconsciente daquele que pretende se tornar um analista, para Freud (1926), “o fator individual sempre terá, na psicanálise, um papel maior do que em outras áreas” (p.220).

O que é ser analista? Para Lacan é preciso uma estrutura específica, a qual o psicanalista chamou de “desejo do analista”. No final do seminário 11, ele considera que “o desejo do analista não é um desejo puro. É um desejo de obter a diferença absoluta, aquela que intervém quando, confrontado com o significante primordial, o sujeito vem, pela primeira vez, à posição de se assujeitar a ele. Só aí pode surgir a significação de um amor sem limite, porque fora dos limites da lei, somente onde ele pode advir” (1964/1998,p. 260).

Embora a análise pessoal seja condição para a formação do analista, ela não é suficiente. O estudo da teoria e a supervisão da experiência clínica compõem o tripé que sustenta a formação. O estudo requer pesquisar as elaborações e reelaborações do campo conceitual da psicanálise, além do analista como bisturi, os conceitos são os demais bisturis que contamos para operar na clínica. A supervisão é um espaço para a escuta da escuta do analista em formação. Assim, propomos um espaço de discussão a respeito dos desafios e impasses que se apresentam na formação do analista.