O Homem Tem Um Corpo: Lacan E O Corpo No Real, Simbólico E Imaginário

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Especificações

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Descrição

Precisamos destacar a importância do corpo para o ultimíssimo Lacan. Seu seminário XX se chama Encore, mais, ainda. É um jogo de palavras, lemos também, por homofonia, En-corps, no-corpo. O corpo é isso a que o objeto se refere, ele é a fonte das pulsões e por onde o gozo se manifesta. É um acontecimento, não um fato biológico. O corpo ocorre como efeito da entrada do ser, do falasser, no âmbito da linguagem. Ele é um acontecimento de discurso.

Devemos desmistificar o dualismo do corpo e da alma, sendo este apenas uma forma de pensar o impossível, o impensável da morte do sujeito. No seminário XXIII, Lacan nos diz como o sintoma é definido como um acontecimento do corpo, corpo este que “a gente o tem”. O homem tem um corpo. Ele funda o ser e é recortado pela estrutura da linguagem. Onde isso fala, isso goza e não quer saber de mais nada. Mas isso não impede que estudemos o que o corpo nos diz das constituições subjetivas. Como o histérico se faz através de seu corpo? E a obsessiva? Dado o desmantelamento das estruturas clínicas clássicas, como os “novos sintomas” explicitam o desejo (ou a falta deste) através do corpo? Se o que se revela no corpo pode ser tomado como um signo do Outro, precisamos explorar as formas de gozo em que este corpo fala.

Quero aqui discutir a epistemologia do conceito de corpo no ensino de Lacan, levando em conta os objetos pulsionais e as formas de gozo. Irei precisar a diferença de corpo e organismo; explicitar o corpo imaginário do simbólico e do real; articular os diferentes sujeitos lacanianos e exemplificar o corpo no sistema Real, Simbólico e Imaginário para cada estrutura.