Psicose E Loucura: Ecos Para Além Do Manicômio

R$29,00

É no Coletivo que a pessoa se (de)forma, (des)envolve, mistura, se esconde, disfarçam seus sofrimentos e se perdem em suas nomeações. O caminho que possibilita qualquer tipo de tratamento é aquele que encontra na escuta a pessoa que se disfarça e sofre das palavras no Coletivo. É o caminho que convida esse sujeito a falar sobre si, a partir de sua posição discursiva, de sua singularidade.

Especificações

Categoria: Tag: , , ,

Descrição

Para além dos ditos manicômios e dos conventos, eu defino esse convite um encontro que possa fazer construir pontes e levantar pontos. Da série de palestras sobre a psicose e o Coletivo, esta marca o momento que separa os seres que se entendem livres dos que já não podem usufruir do direito de ir e vir.

Ecos para além de manicômios é a proposta de aula que possa dar vida, que possa dar destaque ao que usualmente não é visto. Podemos nos deter por um momento e encarar os “santos, os poetas, os doidos e os perigosos”. Avançar na discussão sobre a “loucura”, agora dando um destaque a quem nos cerca e pouco são escutados.

Se nos organizamos pela linguagem, do que diz um sujeito que se encontra as margens de tal organização social? Do que diz um sujeito que sim está vagando pelas ruas, mas que ninguém lhe escuta? Do que diz um sujeito com o qual as vozes são sua única companhia? O que isso diz sobre nós e o laço social no qual nos encontramos??
Ecos da loucura são entre muitas coisas essas experiências humanas, que embora cheias de potenciais são segregadas, por si e pelo mundo. Aqui estabelecendo um espaço para discutir porque alguns artistas só foram reconhecidos como artistas por carregarem isso que versa sobre a loucura?

Para que então possamos falar sobre os limites da exclusão, não mais o que está vagando pelas ruas e são diariamente ignorados, mas aqueles que foram trancados para se perder de vista com as areias do tempo. Um local para colocar em questão a responsabilidade de cada um com a loucura de si e no Coletivo, afinal qual seria essa? Um instante para se debruçar sobre manicômios e presídios, que ao contrário dos conventos ali, não gozam da possibilidade de deixarem quando quiserem puderem. O que isso diz sobre o laço social vigente?

É no Coletivo que a pessoa se (de)forma, (des)envolve, mistura, se esconde, disfarçam seus sofrimentos e se perdem em suas nomeações. O caminho que possibilita qualquer tipo de tratamento é aquele que encontra na escuta a pessoa que se disfarça e sofre das palavras no Coletivo. É o caminho que convida esse sujeito a falar sobre si, a partir de sua posição discursiva, de sua singularidade.