SEMINÁRIO: OS NOVOS SINTOMAS E A PSICANÁLISE DO SÉCULO XXI

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Descrição

Encontro I – Outubro de 2020

Como viver nos tempos contemporâneos? Como é a vida nos tempos atuais? O que mudou e o que que a gente pode considerar como mudanças radicais na forma de vida da humanidade?

Como viver nessa nova organização? São questionamentos pertinentes e importantes para a pensar a respeito da vida em sociedade. Vivemos um momento sem precedentes na história…  Sem precedentes por quê? Historicamente, a sociedade sempre foi organizada de forma vertical, as relações sociais eram orientadas por uma referência simbólica.

Nesse momento, nos tempos contemporâneos, não nos organizamos de forma vertical, mas de forma horizontal. Não há mais fronteiras, a globalização aponta para o mundo sem Fronteiras e sem limites. Acompanhamos em tempo real que acontece do outro lado do mundo, e o quê que isso implica? O quê que isso traz em termos de efeitos para a vida em sociedade? novos tempos, novas subjetividades, novas formas de se relacionar com o mundo..

Há muitas diferenças, muitas formas diferentes de vida; e muito que se aprender. Uma vez que não temos precedentes na história e essa nova forma de vida também promove o que a gente chama de novos sintomas. Ou seja novas formas de defesa de organização de cada um para viver neste mundo.

Que tipo de vida é possível na atualidade? A medida que buscamos uma vida e não uma sobrevida. O que esses tempos contemporâneos nos trazem é uma grande interrogação. Não existem respostas prontas, mas é preciso construir novas formas, respostas. Frente a essa questões, podemos  ter algumas alternativas: uma delas é justamente buscar no passado, voltar para trás, e buscar aquelas alternativas que já conhecemos  para tentar dar conta dessa nova forma de vida que se apresenta.  Podemos voltar para trás, podemos buscar aí uma perspectiva mais laica e religiosa… Porque chamamos isso de retrógrada?  porque é um movimento de ajustar “as novas” respostas a partir do velho conhecimento.

Outra alternativa seria nos arriscarmos a inventar novas respostas, mais radical, diferente e sem precedentes. Nesse sentido, é preciso construirmos novas formas de lidar com o desconhecido. Experimentarmos novas formas de lidar com esse tipo e de organização com os novos sintomas que se apresentam. Ou seja, precisaríamos inventar uma nova forma de vida.

É claro que isso é arriscado, no entanto estaremos olhando para o futuro. No sentido de podermos pensar algo para além, e não ficarmos para quem. Não é no sentido de olharmos para trás e tentarmos trazer velhos padrões, velhas respostas. Mas a questão que se coloca é “como é que nós, enquanto sociedade vamos tomar esse desafio?”

A alternativa A é uma alternativa mais retrógrada, enquanto a alternativa B seria construir novas respostas e no que implicaria inventarmos uma outra forma de viver experimentarmos outra forma de vida. Um elemento que está em jogo é a responsabilidade, é preciso que a sociedade se responsabilize nessa construção de uma nova forma de vida.

A partir desses questionamentos, a nossa proposta é justamente abrir um espaço de discussão a respeito dessa nova forma de vida, dos novos sintomas tomando como luneta a psicanálise de orientação lacaniana.

Encontro II – Maio de 2021

Freud inventou a psicanálise no final do século XIX. Descentrou o mundo ao apresentar o sujeito do inconsciente. Colocou em jogo o desejo e seus efeitos na vida cotidiana. Criou uma clínica específica para tratar do sofrimento psíquico, um método próprio e uma teoria para explicar a subjetividade.

Uma análise servia para o sujeito se conhecer melhor e, assim, poder agir sem se atrapalhar tanto com os seus elementos psicopatológicos. E hoje? Pra que serve uma análise? Basta se conhecer melhor? Ou é preciso ir além da compreensão do sentido dos sintomas?

Para Lacan, a partir da década de 70 do século passado, se conhecer melhor não é a saída, o sujeito precisa inventar uma solução singular e circular no mundo. Estamos diante de um novo paradigma. O que propomos nesse encontro é a discussão a respeito das implicações clínicas a partir desse novo paradigma.