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Aula completa: O inconsciente

A Psicanálise se ocupa das formulações que escapam à consciência. Essas formulações referem-se àquilo que Freud (1915) denominou inconsciente. O autor mostrou que o psiquismo não é redutível à consciência e que existem conteúdos que só advêm à consciência se vencerem certas resistências.

Importante ressaltar que o termo inconsciente, proposto por Freud, não se refere a uma negativa do consciente, nem a uma segunda consciência, mas a um lugar psíquico que contempla conteúdos, mecanismos e energias próprios. A formulação do conceito de inconsciente na obra de Lacan passa por três grandes viradas, a ponto de se configurarem diferentes noções de inconsciente, nomenclatura, disseminada amplamente na literatura psicanalítica: inconsciente linguageiro, inconsciente transferencial e inconsciente real. Tropeço, desfalecimento, rachadura.

Numa frase pronunciada, escrita, alguma coisa se estatela. Freud fica siderado por esses fenômenos, e é neles que vai procurar o inconsciente. Ali, alguma outra coisa quer se realizar – algo que aparece como intencional, certamente, mas de uma estranha temporalidade. O que se produz nessa hiância, no sentido pleno do termo produzir-se, se apresenta como um achado. É assim, de começo, que a exploração freudiana encontra o que se passa no inconsciente. (LACAN, 1964,p. 30).

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