Lesson 1, Topic 1
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Aula completa – Pulsão

O conceito de pulsão foi reelaborado por Freud no decorrer de suas pesquisas acerca do tratamento psicanalítico. O termo Trieb aparece pela primeira vez no texto Projeto para uma psicologia científica (1895) para designar uma força propulsora, um impulso humano, marcado pela linguagem, em contraposição ao termo Instinkt, o qual seria uma predisposição herdada geneticamente, um impulso inato presente nos animais. A primeira teoria das pulsões é apresentada no texto Pulsões e seus destinos, no qual define que a pulsão está situada “na fronteira entre o mental e o somático” (FREUD, 1915, p. 142). No Seminário XI, Lacan (1964/1998) trata a pulsão enquanto a “montagem pela qual a sexualidade participa da vida psíquica, de uma maneira que se deve conformar com a estrutura de hiância que é a do inconsciente” (LACAN, 1964/1998, p. 167). A pulsão constitui-se de forma dialética, de falta e busca de satisfação A constância do impulso proíbe qualquer assimilação da pulsão a uma função biológica, a qual tem sempre um ritmo. A primeira coisa que diz Freud da pulsão é, se posso me exprimir assim, que ela não tem dia nem noite, não tem primavera nem outono, que ela não tem subida nem descida. É uma força constante. Seria preciso levar em conta igualmente os textos e a experência. (LACAN, 1964, p. 157).

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